Obesidade aumenta risco de morte por COVID-19, afirma pesquisa

Pesquisa analisou dados de mais de 5.600 casos na Califórnia, nos Estados Unidos
por Thieny Molthini13/08/2020

Segundo pesquisa publicada na quarta-feira (12), na revista “Annals of Internal Medicine”, a obesidade aumenta em até 4 vezes o risco de morte por COVID-19 entre homens e pessoas com menos de 60 anos. O estudo foi realizado na Califórnia, nos Estados Unidos.

“Encontramos uma forte associação entre Índice de Massa Corporal (IMC) e o risco de morte em pacientes com COVID-19. Essa ligação ocorreu apesar de outras comorbidades relacionadas à obesidade e demais fatores que possam causar qualquer confusão dos resultados”, escreveram os autores do estudo

Quer ler mais conteúdos como este?

Posso treinar com coronavírus?
Coronavírus: 10 perguntas frequentes
Como lavar as mãos corretamente

Para essa pesquisa, foram analisados dados de 5.652 pacientes diagnosticados com novo coronavírus entre fevereiro e maio deste ano. Dados de mulheres que estavam grávidas durante o diagnóstico não fizeram parte da análise.

Obesidade aumenta risco de morte por COVID

Já em maio deste ano, dados do Ministério da Saúde sobre a disseminação da COVID-19 no Brasil mostravam que a obesidade estava mais presente nos óbitos de jovens que os de idosos. À época, o Ministério relacionou esses casos ao fato da obesidade estar diretamente ligada a diversas condições crônicas, como diabetes e hipertensão, que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), podem levar a versões mais graves da COVID-19. 

O que é obesidade?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é uma condição de caráter multifatorial que favorece o acúmulo de gordura. Esse acúmulo, por sua vez, está associado a riscos para a saúde devido à sua relação com complicações metabólicas. Entre as condições associadas estão o aumento da pressão arterial, o aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos sanguíneos e a resistência à insulina.

Casos de obesidade no Brasil

Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostraram que, em 2018, o excesso de peso já atingia 55,7% da população adulta do Brasil, e a obesidade 19,8%.